Bem-vindo a Forno Alegre!

19 de fevereiro de 2019

Estamos na época mais alegre do ano! O verão é a época em que as famílias aproveitam para viajar, os jovens fazem festa todos os dias, e as praias estão lotadas de banhistas buscando se refrescar. Mas e quem, por causa do trabalho ou por motivos variados, não consegue se deslocar para o litoral para curtir a estação, como pode levar a vida na selva de pedra quando o calor incomoda até na hora de deitar no colchão? Não é mera impressão de que a extrema sensação térmica é mais alta nas cidades do que na zona litorânea: as chamadas “ilhas de calor” são microclimas que concentram o calor nas metrópoles - o que rendeu inclusive o apelido de Forno Alegre para a capital gaúcha, cujos moradores chegam a perder o sono com as altas temperaturas nesta época do ano.

Isso acontece na maioria das grandes cidades do mundo, onde os prédios e o asfalto substituem as árvores e a vegetação, e o fenômeno é mais forte no centro da urbe, e vai se tornando mais ameno ao se distanciar dele. Como explica a revista Superinteressante, o grande problema é a impermeabilização do solo: enquanto nas áreas rurais a água da chuva fica “reservada” no solo, disponível para ser evaporada pela energia dos raios do Sol, o mesmo não ocorre nas zonas urbanas, já que a chuva é escoada para os rios e lagos, concentrando o calor gerado pela incidência dos raios solares. Ainda que não chova, os ambientes continuam reagindo de forma diferente: as árvores presentes no interior do país transpiram através das suas folhas, fazendo com que haja água a ser evaporada pelos raios solares; nas cidades, por conta da pobre arborização, a energia do Sol não é gasta em evaporação. Além disso, há também mais motivos que contribuem para o aquecimento da cidade: as casas e prédios de concreto acabam expelindo à noite o calor dos raios solares que incidiram durante o dia, os equipamentos elétricos (sobretudo climatizadores de ar) geram calor, e também os gases expelidos pelos automóveis agravam a situação.

Os estudos sobre esse assunto já são objeto de atenção há anos: em 1989 o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) captou imagens de satélite que mostraram a diferença de temperatura no centro de São Paulo, 31°, e no Parque do Ibirapuera, 22°, no mesmo horário. Enquanto nas zonas periféricas não havia diferença nos termômetros, esses 9 graus na cidade eram resultado do contraste entre uma área verde e uma zona industrial. Do mesmo jeito, Porto Alegre também sofre as consequências das redomas de calor geradas pelo processo de urbanização, tendo sua temperatura média e nível de chuva elevados, sendo um pesadelo para quem não suporta o calor, não bastasse o verão que naturalmente já é mais rigoroso por conta da localização geográfica, que propicia mais horas de sol em relação a outras regiões do Brasil, e a baixa umidade do ar.

As consequências desse clima de calor severo são variadas, sobretudo para a nossa saúde. O doutor Brent Solvason, da Universidade de Stanford, em entrevista para o HuffPost alerta para o desconforto que o calor excessivo pode trazer, passivo de acarretar em desidratação e insolação - e, em alguns casos, até em danos ao cérebro. As altas temperaturas também afetam o sono, uma vez que o ideal para se ter uma noite tranquila de descanso é que o quarto esteja entre 15 e 20 graus Celsius, ao passo em que o corpo esfria e o cérebro se prepara para repousar. Justamente o contrário do clima que se experimenta no verão, que geralmente é quente e úmido, além de ser uma época de muitas chuvas - e as tempestades também atrapalham por causa do barulho e das luzes dos raios.

Por outro lado, também existem motivos para sorrir. Literalmente: de acordo com a revista Superinteressante, estudos indicam que o tempo aberto e ensolarado influencia positivamente o psicológico das pessoas, a ponto de estarem mais bem-humoradas nesses dias do que quando está nublado. Além disso, outro motivo pode fazer com que as pessoas estejam sorrindo mais nessa época: pesquisas mostraram que o número de nascimentos é 10% maior no mês de março, indicando que a concepção se deu em junho, quando ocorre o começo do verão no hemisfério norte. É isso mesmo: as pessoas fazem mais sexo nessa estação, inclusive por razões biológicas, haja visto que foi descoberto que os níveis de testosterona nos homens e dos hormônios femininos relacionados à ovulação alcançam níveis máximos na época mais quente do ano.

Então não tem jeito: quem precisa passar o verão em Porto Alegre vai ter que enfrentar o efeito da redoma de calor que acomete as grandes cidades do mundo, e todas suas consequências positivas e negativas. As dicas para tentar aplacar a sobrevivência nesse microclima são simples: beba muita água, procure não ficar exposto ao sol no período entre 10 da manhã e 4 da tarde, e prefira uma alimentação leve, com saladas, frutas e carnes brancas - e vale a pena investir em um bom ventilador ou ar-condicionado para garantir que vai dormir tranquilamente à noite. Já quem tem um pouco mais de tempo e recursos disponíveis, sugerimos algumas opções de passeio que podem ser feitos em poucos dias, e vão ser um escape incrível do calorão da capital:

Vale dos Vinhedos

As cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul formam a Rota do Vinho, na serra gaúcha. O Vale dos Vinhedos é a região a 120 km da capital que recebeu grande imigração da população italiana no século XIX e, por conta dessa influência, hoje é a maior produtora de vinhos e espumantes do país. Suas muitas vinícolas são cenário ideal para se sentir na Itália, devido às colinas e restaurantes cercados de natureza, onde se encontram variedades de massas, queijos e geleias.

Cânion do Itaimbezinho

A 200 de Porto Alegre existe uma paisagem de tirar o fôlego: é o Parque dos Aparados da Serra, em Cambará do Sul, conhecida como a capital dos cânions. Possuindo 36 formações rochosas distintas, a que se destaca é o cânion do Itaimbezinho, um abismo repleto de verde em meio a um característico nevoeiro, e que possui mais de 130 milhões de anos. Com uma largura que chega a 600 metros e uma extensão de 5.800 metros, é um ponto turístico que reúne inclusive algumas opções de hospedagem, principalmente em Praia Grande, em Santa Catarina, lugar estratégico para quem vai se aventurar nos cânions.

Torres

Perto do litoral do Estado vizinho Santa Catarina, as praias do Rio Grande do Sul acabam gozando de menos prestígio. Mas Torres, ao norte, possui paisagens igualmente exuberantes, sobretudo na praia da Guarita, onde penhascos e ondas agitadas brilham os olhos de surfistas e outros esportistas. Enquanto o Parque da Guarita promete uma visão privilegiada da praia, a Ilha dos Lobos é uma reserva ecológica com uma natureza que encanta qualquer um. E o melhor é que quem tem casa na cidade com aquele colchão que já passou do tempo também pode contar com o atendimento da Vivar: entregamos sua cama nova também no litoral gaúcho!

 

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